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Santa Maria Novella

28/07/2015

Não sei se passamos a gostar mais porque entendemos as coisas, se passamos a gostar delas apenas e só se as entendemos, ou se as entendemos mas o gosto não muda. Sei que é possível gostar sem entender, é mais ou menos essa a minha relação com a pintura, e sei que há uma diferença enorme na nossa emoção, quando entendemos o que estamos a ver, nos é explicado o contexto pessoal e emocional do autor no momento em que a obra foi criada, bem como o seu contexto histórico. […]

Por outro lado, entender as coisas, a arte, é defini-las, muitas vezes para que possamos lidar com elas, o que nos dá uma sensação de segurança, mas que nos fecha para o que desconhecemos, para a vivência – é aqui que o conhecimento se torna defesa -, e que eventualmente nos poderia trazer algo de novo para a consciência, que nos ajudaria a lidar com os nossos próprios conteúdos psíquicos, e, portanto, a forma como lidamos com a vida e suas “contrariedades”. Há, assim, algo que se perde quando tentamos entender o que está por detrás da obra que temos à nossa frente, ou da pessoa, ou do filme…

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