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Say no more

08/11/2013

As grandes desilusões, as grandes chatices, os grandes nunca mais quero saber de ti pra nada nem te quero ver, os grandes nunca mais falo contigo acontecem porque o outro não é quem nós queremos que seja, porque nós não aceitamos isso e, eventualmente, porque o outro nos mostra um lado nosso que nós não queremos ver.

Não nos resta outra alternativa se não aceitar, que o outro não é quem nós queríamos que fosse. Que é quem escolheu ser. Que vive da forma que acha que deve viver. A isso chama-se livre arbítrio e é a coisa mais natural do mundo: nós também não aceitamos que outros nos ditem regras para viver a nossa vida, pela qual somos responsáveis, e cujas contas são pagas por nós.

O grande problema dá-se sempre que extrapolamos para além dessa aceitação. Quando nos esquecemos do que já fizeram connosco, quando nos desconsideramos para passar a considerar quem nos desconsidera, sempre desconsiderou e sempre irá desconsiderar. Quando deixamos de nos proteger, para proteger quem não está nem aí pra nós, quem nem sequer se dá ao trabalho de procurar saber se, por exemplo, continuamos vivos. O problema está em considerarmo-nos imunes, deuses, inabaláveis e imortais. Megalómanos. E, a palavra que não quer calar, Superiores, isso mesmo. O problema está aí, em acharmos errado protegermo-nos da neurose alheia e subsequentes consequências. O problema põe-se sempre que achamos que não temos o direito de nos pouparmos, de nos protegermos, de pouparmos a beleza e o sistema nervoso, o nosso. O problema está aí, em nós. Não no outro. O outro que resolva lá a vidinha dele como bem entender, lá longe…

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  • Me 08/11/2013 at 15:44

    humm… também os há “grandes nunca mais quero saber de ti pra nada nem te quero ver, os grandes nunca mais falo contigo” só porque o outro é um valente fdp connosco, right?! :D
    <3

    • Isa 08/11/2013 at 16:55

      :D há, mas isso levar-nos-ia muito longe, e agora não temos tempo pra isso. Daqui a bocado, ou na segunda feira, alguém vai escrever ao Dr. Freud sobre o assunto. Mas há aí um post que pode ser que dê uma achega ;)
      http://www.ecaequeeessa.com/?p=9561
      Bjo

  • Anita 18/11/2013 at 14:55

    É o diabo (como diz uma pessoa que eu “conheço”) quando deixamos nas mãos de outra pessoa o poder de decidir o que, no fundo, sabemos que devemos ser nós a decidir. E depois dá merda, pois dá. Mas regra geral, dá merda sempre para o lado de quem achou que um dia a seguir ao outro era capaz de anular o problema.

    • Isa 18/11/2013 at 16:07

      ah garouta, agora é que disseste tudo…

      :D gosto tanto da expressão: é o diabo, tanto… Dizes tudo e não te comprometes ;)
      Bjo

      • Anita 19/11/2013 at 14:57

        Por acaso também gosto… Regra geral utilizo mais um palavreado “nortenho”, mas na impossibilidade, “é o diabo” é muito bom em substituição! Eheheheh

        Ó catano, agora temos de fazer contas para comentar??!! És tramada!!

        • Isa 19/11/2013 at 16:18

          ahahahahaha, desculpa :D é que fui invadida por spam, é o único jeito de evitar… :)

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