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Say No More

27/02/2011

As grandes desilusões, as grandes chatices, os grandes nunca mais quero saber de ti pra nada nem te quero ver, os grandes nunca mais falo contigo acontecem porque o outro não é quem nós queremos que seja, porque nós não aceitamos isso e, eventualmente, porque o outro nos mostra um lado nosso que nós não queremos ver.

Não nos resta outra alternativa se não aceitar, que o outro não é quem nós queríamos que fosse. Que é quem escolheu ser. Que vive da forma que acha que deve viver. A isso chama-se livre arbítrio e é a coisa mais natural do mundo: nós também não aceitamos que outros nos ditem regras para viver a nossa vida, pela qual somos responsáveis, e cujas contas são pagas por nós. É como diz o outro: eu bebi com seu dinheiro? Então vá-se foder.

O grande problema dá-se sempre que extrapolamos para além dessa aceitação. Quando nos esquecemos do que já fizeram connosco, quando nos desconsideramos para passar a considerar quem nos desconsidera, sempre desconsiderou e sempre irá desconsiderar. Quando deixamos de nos proteger, para proteger quem não está nem aí pra nós, quem nem sequer se dá ao trabalho de procurar saber se, por exemplo, continuamos vivos. O problema está em considerarmo-nos imunes, deuses, inabaláveis e imortais. Megalómanos. E, a palavra que não quer calar, Superiores, isso mesmo. O problema está aí, em acharmos errado protegermo-nos da psicose alheia e subsequentes consequências. O problema põe-se sempre que achamos que não temos o direito de nos pouparmos, de nos protegermos, de pouparmos a beleza e o sistema nervoso, o nosso. O problema está aí, em nós. Não no outro. O outro que se foda. Lá longe, e com todo o respeito. E isto, parecendo que não, é Amor, por nós!

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