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Se isto fosse um roteiro de um longa clássico, o objeto seria um chaveirinho.

27/05/2011

Só seis meses depois, substituí o chaveirinho que a Sílvia me deu, juntamente com as chaves de casa, pelo meu olho contra a inveja, comprado no Embu há 5 anos, e recomendado que fosse usado na porta de casa. Assim fiz, substituí a Flor que tinha trazido de Roterdão – sim, tenho uma paranóia de comprar livros em aeroportos e chaveiros às cidades onde vou. O do carro é uma bicicleta de Copenhagen – pelos olhos contra a inveja. Usei o olho contra a inveja no meu ap no Bairro Alto e aqui, enquanto durou. Os olhos espalharam-se pelo chão e fiquei apenas com o olho grande, de amuleto, que carrego, pelo sim, pelo não…, para substituir a minha imagem que dizia que: “a viagem é o sal da vida” e as etiquetas dos presentes de Natal dos dois primeiros anos de vida do Joãozinho. Que perdi juntamente com o cartão da Cultura e a carteirinha de estudante. Largadas dentro da bolsinha O’Neil, no banco de um taxi, apanhado no meio da rua, na madrugada. Substitui-o pelo “Arte na Rua”, que tinha comprado também nesse ano e nunca tinha usado. Tem um boneco que parece uma sombra, de olhos brancos e uma boca vermelha que se ri. Vermelho. A cor da raiva, no inconsciente…

Carrego uma sombra sorridente comigo, pelo sim pelo não…

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