Só para chatear

01/07/2016

Tive mesmo pena que já cá não estivesses no último jantar familiar. Uma amiga de São Paulo está de visita e fez questão de conhecer a mãe, os meninos e a nossa casa. Tenho a certeza que iria adorar-te. Irias agarrar-lhe no pulso enquanto falasses com ela e tratá-la por minha filha. Come devagar, como deve ser, não é como eu, tu e o avô, que somos umas debulhadoras. Já não sei quem abriu o caminho, talvez tenha sido eu a trazer-te para a mesa, ainda o jantar ia a meio: se o meu pai estivesse aqui, a esta hora já estava a dizer: bom, vou fazer um café. Sei que, depois disso, os miúdos falaram de ti a rir, imitaram-te, e eu também. Relembrámos o cerimonial: quem quer café, eram sempre os mesmos, quase ninguém. Mas, se por acaso estávamos a almoçar e todos dizíamos que sim, tu respondias: não vai dar para toda a gente, apesar de haver uma cafeteira grande e uma pequena e tu insistires na pequena. E na pergunta. O J. contou uma história qualquer em que a mãe o acusou de estar a inventar, ao que eu respondi: é bem capaz de ser verdade, era pessoa para isso, só para chatear. Que era uma das tuas grandes especialidades e que alguns de nós, filhos e sobrinhos, herdámos, ou não partilhássemos o mesmo apelido. Segundo o teu irmão, é herança do avô, esse chatear com graça. O J. reconheceu imediatamente o que eu estava a dizer e riu-se, sabia exatamente do que estava a falar.

joniinthesky

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  • Renata 02/07/2016 at 06:06
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    • Isa 03/07/2016 at 01:06
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