Livre

Reconhecimentos, esclarecimentos e muitos agradecimentos.

26/10/2017

Na sequência de reações ao texto abaixo, cumpre esclarecer o seguinte: eu não gosto do excesso de atenção, mas evidentemente gosto que me deem os parabéns. É o meu dia especial, gosto quando se lembram de mim e fazem questão de mo dizer. Nos dias que correm, de viva voz, pelo telefone. A minha introversão dá uma folga no excesso de interação e aceita essas manifestações de carinho. Mas sou fácinha, as mensagens são bem-vindas, por facebook, sms ou whatsapp. Gosto que sejam diferentes, criativas, personalizadas, intensas. Mas não me cabe exigir do outro o que não me pode dar. Saber a medida disto é o diabo. Porque rapidamente o monstrinho que mora na minha cabeça solta um: não és assim tão importante para a pessoa se dar ao trabalho de ser criativa. Ou um: pobre diabo, tão limitado na sua expressão… solidão

Fui-me habituando a cultivar as presenças em vez das ausências.

A viver o momento presente em vez de me lamentar em relação ao que não existe. É difícil, mas possível. E mágico.

Daí que, mesmo undercovered no facebook, sem data de aniversário à mostra, há que agradecer às dezenas de pessoas que se manifestaram no meu dia, pelas mensagens, em todas as plataformas e por todas as vias, e telefonemas.

Sois uns queridos

E por fim, e não menos importante, pelo contrário, pelas reações de imensos desconhecidos, e de alguns conhecidos, ao texto abaixo, exulto de alegria por descobrir que afinal não sou um alien. Que há imensa gente out there que se identifica com a minha esquizofrenia e a partilha. É muito especial e importante para mim sabê-lo. E se escrever não servir para não nos descobrirmos sós, para comunicarmos com desconhecidos e nos identificarmos, para nos percebermos conectados mesmo sem saber com quem, então não serve para mais nada.

Muito obrigada, não estamos sós.

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