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Somos o nosso próprio problema e a nossa própria solução*…

21/04/2013

A forma como nos vemos condiciona e, arrisco-me a dizer, determina a forma como os outros nos vêem. Se, no fundo, no fundo, achamos que não somos dignos do que quer que seja, sendo a necessidade de amor a mais primordial e onde tudo começa e acaba, é isso que vamos passar para fora, inconsciente e inadvertidamente, e é isso que o outro vai sentir. E não adianta de grande coisa andarmos a gritar por aí o quanto somos bons, lindos, e tal, isso esconde na verdade um enorme complexo de inferioridade, porque o negócio é inconsciente, vem lá de trás, e não vai lá com autoconvencimento muito menos com autoajuda, a coisa não funciona por osmose… 


Se pensarmos que tudo é um símbolo, que eles os há que ficaram retidos, caindo automaticamente na sombra, percebemos que é isso que nos distingue dos outros. Houve um motivo para o fazermos e é esse motivo que é individual, independentemente de degenerar num complexo igual ao de toda a gente. É aí que temos de escarafunchar até que esse símbolo adquira uma condição diferente e seja integrado na consciência, acabando com o complexo. 
O que está por detrás de tudo é, talvez, uma necessidade de aceitação, de aprovação, por parte de quem nos criou, que também não se aceita – se não aprovou em nós é provavelmente porque já era sombra sua… – que também tem as suas necessidades. Essa é a raiz de muitos complexos, de muitas neuroses e de muitos, todos…, os comportamentos neuróticos que adotamos, na grande maioria das vezes, inconscientemente.

É como se nós agíssemos de forma a provar a nossa própria teoria, a nossa própria crença, e, claro, provamos… Porque o nosso comportamento condiciona o do outro, é quase como se fossem dois inconscientes a comunicar um com o outro…

E talvez tudo melhore um pouco, e mude muito, se pararmos de procurar a aprovação e a aceitação do outro, porque isso vai certamente deixar de nos condicionar e, melhor de tudo, de nos manter presos à sombra do outro, que muito provavelmente também é nossa…, deixando-nos livres para vivermos a nossa vida, de acordo com o nosso self e não com uma necessidade que depende de fora, do externo…

*Acho que roubei esta frase a alguém, mas já não me lembro de onde… 

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  • Kowalski 20/04/2013 at 00:01

    Oh Isa…. Oh Isa… Palavras sábias estas…

    • Isa 20/04/2013 at 00:02

      :| é duro, minha querida, é duro… mas, é o único caminho… e no fim acaba tudo bem :)

  • Filipa 20/04/2013 at 00:36

    E se não acaba bem, é porque ainda não é o fim.
    É piroso, eu sei, mas dá aquele quentinho bom de esperança.
    Belo post.

    • Isa 20/04/2013 at 00:50

      :) sim (gracias)

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