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Suicidal Tendencies*

15/04/2013
Não é à toa que os lugares passíveis de atrair suicidas, por serem altos ao ponto do não retorno, estão vedados ou cobertos com grades, de forma a impossibilitar o ato. E também não é à toa que o suicídio só é notícia se for de um famoso, está provado que na sequência e notícia de um, mais se lhe seguem. O suicídio também é um problema social. De alguma forma, a sociedade em geral e o coletivo do suicida não foram capazes de o conter. O suicídio nada mais é do que o desespero absoluto, o não ver solução para a própria vida – num futuro próximo nem longínquo – ser mais forte do que o instinto mais primário, o de sobrevivência. 
Há situações que seriam passíveis de configurar orgulho – a vergonha é tal que prefere morrer a enfrentar-se e aos seus – ou punição, a quem fica e não foi capaz de ajudar o suicida – que, claro, se não vê solução para vida dele a última coisa que lhe ocorre pensar é no próximo – e aí voltamos ao problema: o coletivo falhou. No entanto, parece-me crueldade e leviandade demais, quando se trata de um assunto tão irreversível quanto a morte, pior ainda quando causada por profundo desespero. Principalmente para o coletivo próximo, que já vai ter de lidar com a lancinante dor da perda. São exatamente esses que precisam de ser poupados… 
*Título roubado aos ditos

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