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Tocando o terror desde 1971

12/01/2012
Nas sociedades ditas civilizadas, há um princípio fundamental do Direito: toda a gente é inocente até prova em contrário. Seria um bom princípio se não passasse de mais uma utopia da democracia, esse sistema que nos leva a pensar que decidimos alguma coisa, porque o que se verifica é que todos somos culpados até provarmos a nossa inocência… E se não conseguirmos provar, e em alguns casos, provando, somos culpados assim mesmo, ainda que inocentes… Dá jeito ao sistema, satisfaz o outro e a sua ilusão, seja ela uma necessidade de justificação, de entendimento, de bode expiatório, de arrrumar gavetas, do que for…

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  • Mariam 12/01/2012 at 21:04

    E a inversa acaba sendo verdadeira, também. Às vezes, contra todas as evidências, ou não se pronuncia alguém por um crime, ou simplesmente esse alguém é absolvido. O princípio do in dubio pro reo (na dúvida, beneficia-se o réu) tem safo muito patife.

  • Isa 13/01/2012 at 16:29

    e no tribunal da vida de todos os dias, cumo é? :D
    patife é lindo :D ah milénios que não ouvia essa palavra, adouro.

  • Mariam 14/01/2012 at 11:26

    :-D ficou-me na 'retina auricular' de um prof. da fac., muito, muito velhinho, juiz desembargador reformado, que dizia que, antigamente (em – 1974, certamente) era proibida a vadiagem. A polícia chegava, perguntava: 'O que fazes tu na vida? És vadio? Patife? Então vais preso!'

    E também dos Gato Fedorento, claro (sabeis o que sois todos? Uns patifes!)
    http://

  • Isa 14/01/2012 at 15:06

    a ultima pessoa que tinha ouvido dizer, sem serem os gatos, isso era o meu avô, que morreu em 1980… adouro a palavra :D

  • Mariam 14/01/2012 at 19:26

    Mais uma coincidência, irmã! :-)
    O meu avô também morreu em 1980, com 100 feitos dois meses antes. Foi a única pessoa que eu conheço que saiu dos entas, e não voltou a entrar, porque não chegou a fazer 101.

  • Isa 14/01/2012 at 19:29

    :) o meu era bem novinho, deveria ter uns 65… 12 de dezembro de 80, é por isso que nunca me esqueço da data em que o Sá Carneiro foi assassinado, 4 de dezembro do mesmo ano.

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