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Top 70 dos traços mais comuns de transtorno de personalidade

01/05/2013
A lista abaixo contém descrições de alguns dos traços mais comuns de pessoas que sofrem de transtornos de personalidade, observados por família e parceiros. Estas descrições não são diagnósticos. Ninguém tem todos estes traços e a presença de um ou mais traços não prova por si só que a pessoa tenha um transtorno de personalidade.
1. Ciclo abusivo – Descreve a rotação entre comportamento destrutivo e construtivo, que  é típico em relações disfuncionais.
2. Alienação- Interferir ou isolar uma pessoa das relações com os outro. Pode ser feito manipulando as atitudes e comportamentos da vítima ou das pessoas com quem contacta. As relações da vítima com os outros podem ser sabotadas através de pressão verbal, ameaça, desvio, distorção e sistema de recompensa e punição.
3. Afirmações “Sempre” e “Nunca” – Raramente são verdade.
4. Raiva não resolvida – Crença de que se foi injustiçado, não validado, nigligenciado ou abusado
5. Evitar – sair fora de relações com outras pessoas como medida defensiva, por forma a reduzir o risco de rejeição, responsabilidade, crítica ou exposição.
6. Atormentar e provocar – provocar por forma a obter uma resposta raivosa, agressiva ou emocional de outra pessoa.
7. Discurso depreciativo, condescendente e paternalista – Rebaixar o outro, mantendo uma fachada de razoabilidade e de amizade.
8. Culpar – identificar uma pessoa, ou várias, responsável por criar um problema ao invés de identificar formas de lidar com o problema.
9. Bullying – físico, social, económico ou emocional.
10. “Catastrofizar” – O hábito de assumir automaticamente “o pior cenário” e definir inapropriadamente problemas menores ou médios como eventos catastróficos.
11. Criar o caos – ter por prática criar ou manter um ambiente de risco, destruição, confusão ou desordem, desnecessariamente.
12. Trair – Ter uma relação romântica ou íntima com alguém quando já se é comprometido numa relação monogamica com outra pessoa.
13. Promessas não cumpridas crónicas – assumir e cancelar compromissos e fazer e desfazer promessas repetidamente.
14. Conversas circulares – argumentos quase intermináveis, que repetem o mesmo padrão, sem soluções reais.
15. Dissonância cognitiva – O desconforto que a grande maioria sente quando se depara com informação que contradiz os seus valores e crenças.
16. Preferência de confirmação – Tendência para prestar mais atenção a coisas que reforçam as suas crenças do que às que as contradizem.
17. Síndroma “controle-me” – Tendência a alimentar relações com pessoas com uma natureza controladora narcisística, anti-social ou de representação (acting-out).
18. Negação – a prática de acreditar ou imaginar que algumas circunstâncias, eventos ou memórias dolorosos não existem ou não aconteceram.
19. Dependência – dependência inapropriada e crónica de outro indivíduo, para subsistência, saúde, tomada de decisões e bem-estar emocional.
20. Dissociação – termo psicológico para descrever uma saída mental da realidade.
21. Dividir para reinar – um método para ficar numa posição mais vantajosa em relação a rivais, manipulando-os para que entrem em conflito uns com os outros.
22. Abuso emocional – qualquer padrão de comportamento dirigido a um indivíduo, por outro, que promova nele uma sensação de medo, obrigação ou culpa.
23. Chantagem emocional – Usar ameaças e punições para controlar alguém.
24. Tomar conta de – um nível de atenção e de dependência pouco saudável em relação a um companheiro, parceiro ou membro da família. Vem da crença que só existimos no contexto daquela relação.
25. Ter direitos – uma expetativa irrealista de condições de vida favoráveis e tratamento favorecido [deixados] nas mãos dos outros.
26. Favoritismo – dar um tratamento preferencial positivo a uma criança, subordinado ou sócio, entre vários.
27. Medo de abandono – padrão de um pensamento irracional que provoca numa pessoa o pensamento de estar em perigo iminente de ser rejeitado ou substituído por outra pessoa.
28. Sensação de vazio – uma sensação crónica e aguda de nada ou de vazio, de forma a que a sua existência tem pouco valor ou significado.
29. Gaslighting – a prática de sistematicamente convencer alguém que o seu entendimento da realidade é errado ou falso. (não encontrei termo em português)
30. Assédio – qualquer padrão contínuo ou crónico de comportamento importuno.
31. “Tapume” – Acumular artigos de forma a comprometer o estilo de vida, conforto, segurança ou higiene.
32. Espoletas de memória, aniversários, férias – Alterações de humor espoletadas ou amplificadas por acontecimentos emocionais, tais como férias em família ou aniversários e acontecimentos significativos.
33. Aspiradores – Um aspirador é quando uma vítima de abuso “é sugada de volta”, quando o perpetrador manifesta, temporariamente, um comportamento  desejado ou progressos do mesmo.
34. Hiper-vigilância – A prática de manter um nível não saudável de interesse pelos comportamentos, comentários, pensamentos e interesses dos outros.
35. Histeria – Uma reação exagerada a más notícias ou desapontamentos.
36. Distúrbios de identidade – Ter uma opinião sobre si distorcida ou inconstante.
37. Isolamento imposto – Pode ser causado por uma pessoa abusiva, que não quer que a sua vítima tenha relações estreitas com outros. Frequentemente, o isolamento é auto-imposto por vítimas de abuso que, por vergonha ou culpa, temem o julgamento dos outros.
38. Impulsividade – Tendência a agir ou falar baseado em sentimentos do momento ao invés de o fazer com base num raciocínio lógico.
39. Infantilização – Tratar uma criança como se fosse muito mais nova do que realmente é.
40. Intimidação – Qualquer forma de ameaça velada, escondida, indireta ou não-verbal.
41. Invalidação – Encorajar um indivíduo a acreditar que os seus pensamentos, crenças, valores ou presença física são inferiores, defeituosos, problemáticos ou sem valor.
42. Falta de constância de um objeto – Incapacidade de lembrar que pessoas ou objetos são consistentes, dignos de confiança e fidedignos, especialmente quando estão fora do campo imediato de visão.
43. Baixa auto-estima – Ver-se de forma negativa, inconsistente em relação à realidade.
44. Manipulação – Atormentar um indivíduo ou grupo, para obter uma resposta ou reação determinada, por forma a atingir um objetivo pessoal escondido.
45. Mascarar – Encobrir a sua aparência natural externa, hábitos e discurso, de forma dramática e inconsistente, dependendo da situação.
46. Espelhar – Imitar as características, comportamentos ou traços de outra pessoa.
47. Momentos de clareza- Períodos espontâneos ou temporários em que alguém com distúrbio de personalidade é capaz de ver além da sua visão de mundo e consegue, por breves momentos, entender, reconhecer e começar a fazer compensações para o seu comportamento disfuncional.
48. Alterações de humor – Ciclos emocionais imprevisíveis, rápidos e dramáticos.
49. Narcisismo – Um conjunto de comportamentos caracterizados por um padrão de grandiosidade, auto-centrado, necessidade de admiração, serve os seus próprios interesses, desconsiderando os dos outros, e falta de empatia.
50. Negligência – forma de abuso em que as necessidades físicas e emocionais de um dependente são desconsideradas ou ignoradas pela pessoa responsável por esse dependente.
51. Objetificação – A prática de tratar uma pessoa ou grupo de pessoas como se fosse(m) objetos.
52. Comportamento obsessivo-compulsivo – Caracterizado por adesão inflexível a regras e sistemas arbitrários ou uma afinidade ilógica por estruturas limpas e em ordem.
52. Ataques de pânico – episódios intensos e curtos de medo ou ansiedade, acompanhados frequentemente de sintomas como: hiperventilação, tremores, suores e arrepios.
53. Síndroma de alienação parental – Processo em que um dos pais usa a sua influência para fazer uma criança acreditar que o outro progenitor é mau, diabólico ou sem valor.
54. “Parentização” (parents=pais) – inversão de papéis em que se espera que uma criança de um dos pais que tenha um distúrbio de personalidade vá ao encontro das necessidades emocionais ou físicas de um dos progenitores ou dos irmãos.
55. Comportamento passivo-agressivo – Expressar sentimentos negativos, ressentimento e agressão de uma forma não-assertiva, passiva (através da procrastinação ou da teimosia, por exemplo).
56. Mentira patológica: enganar persistentemente para servir seus próprios interesses.
57. Perfeccionismo: manter-se, ou aos outros, em padrões irrealistas, insustentáveis ou inatingíveis.
58. Abuso físico: qualquer forma de comportamento voluntário por um indivíduo que promove dor ou desconforto noutro ou o priva da saúde e conforto necessários.
59. Projeção: Atribuir traços ou sentimentos seus a outra pessoa e imaginar ou acreditar que a outra pessoa tem esses mesmos sentimentos ou traços.
60. Sabotagem: Perturbação da calma ou do status quo, por forma a servir um interesse pessoal, provocar um conflito ou chamar as atenções.
61. Bode expiatório: escolher uma só pessoa responsável por tratamento ou culpa negativo, desmerecido.
62. Memória e amnésia seletivas: Uso da memória, ou da falta dela, de forma seletiva, ao ponto de reforçar um preconceito, uma crença ou um resultado desejado.
63. Magoar-se a si mesmo, também conhecido por auto-mutilação, auto-ferimento ou auto-abuso: qualquer forma de ferimento deliberado e premeditado infligido a si mesmo.
64. Auto-carregador: ódio extremo por si mesmo, por suas ações ou por sua etnia ou ambiente demográfico.

65. Envergonhar: a diferença entre culpar e envergonhar é que, ao culpar, alguém lhe diz que você fez algo de errado, ao envergonhar, alguém lhe diz que você tem algo errado.

66. Tratamento do silêncio: abuso emocional passivo-agressivo em que o desgosto, desaprovação e desprezo é mostrado através de mensagens não verbais.
67. Divisão: a prática de pensar em pessoas e situações em extremos e vê-las como completamente “boas” ou “más”.
68. Perseguição: padrão perverso e desagradável de perseguir o outro, contactando-o.
69. Testar: prática de repetidamente forçar outro indivíduo a demonstrar ou provar o seu amor ou comprometimento num relacionamento.
70. Espoletas: ações, declarações ou acontecimentos, pequenos, insignificantes ou menores, que produzem uma resposta dramática ou inapropriada.
*Via (tradução minha)
Advertência: Muito provavelmente, os nomes que ela deu são nomes oficiais de distúrbios, que pressupõem um conceito. Aqui, limitei-me a traduzir as suas palavras, porque o que me interessa realmente é o tipo de comportamento, não o nome oficial do distúrbio, que nem sei se tem correspondente em português. 

Nota: os padrões estavam por ordem alfabética, que foi alterada ao traduzir.

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  • a mulher certa 01/05/2013 at 21:08

    Obrigada pela traduçao.
    Mais um post muito util e informativo.
    É fácil fazer um diagnostico seja a quem for, sem conhecimento médico.

    • Isa 01/05/2013 at 21:11

      é mesmo muito fácil identificar estes traços, muitas vezes não lhes conhecemos o nome, não sabemos que podem configurar distúrbio de personalidade, mas é fácil identificá-los, emocionalmente, pelo menos. ;) cheers, gal.

  • Aflito 02/05/2013 at 16:36

    Parei de ler quando vi que tinha 20 em 20! :|

    • Isa 02/05/2013 at 20:29

      todos ao mesmo tempo? :p
      Bjo, seu lindo

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