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Transtorno de Personalidade: Borderline*

16/05/2013
O DPB encontra-se listado como o mais recente transtorno de personalidade na DSM. Apresentar cinco ou mais dos sintomas é um pré-requisito para ser diagnosticado borderline:
· Experenciam uma montanha russa de emoções (felizes e confiantes num dia e desesperados e desesperadores no outro). Nota: as emoções chave associadas ao distúrbio são uma sensação de vazio e intensa fúria ou raiva
· Problemas em formar e manter relacionamentos
· Ter identidade instável (a forma como se vê e se sente depende de com quem está e da forma como o vêem)
· Comprometem-se em comportamentos impulsivos e arriscados, sem considerarem as consequências (terem encontros ocasionais ou mudarem de parceiro com frequência)
· Comprometem-se em se magoar ou abusar de substâncias tóxicas
· Temem desesperadamente a rejeição e o abandono
· Ocasionalmente experienciam alucinações ou delusions.
Indivíduos diagnosticados com Borderline tendem também a ter outras condições mentais, tipo ansiedade, depressão, medos e fobias, distúrbios com comida e abuso de drogas. Também vão de uma intensa e instável relação para outra, igualmente intensa e instável.
Nas relações românticas e amizades próximas são pegajosos, inseguros e se valorizam pouco (o que leva a sentimentos de ciúme). Apesar de procurarem ficar perto, a intimidade, a sensação de carência pode ser difícil de aguentar.
Nas outras relações sociais debatem-se continuamente com baixa auto-estima, esperam ser julgados e sentem que não pertencem. Assim esperam que os relacionamentos desapontem e falhem. 
Não é claro o que causa o Borderline, acredita-se que se deve a uma combinação de fatores, incluindo temperamento inato, primeiras experiências de vida difíceis (grande mudança de casa, perda de um pai, por morte ou divórcio, criança negligenciada, ou algum tipo de abuso), experienciando stress significativo e permanente. No entanto, não acontece com todos os pacientes.
No caso de tratamento e apoio, o principal é amor, aceitação incondicional e uma oportunidade de ser ouvida. Frequentemente a terapia da fala é muito útil, tal como ter acesso à pessoa quando se sente assoberbada (ter acesso a algum aconselhamento de crise). Normalmente, só se passa medicação para tratar sintomas reais, como a ansiedade.

*Via (tradução minha)

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