Traduções de Artigos de Psicologia

Transtorno de personalidade "evitativa"*

04/07/2013
O transtorno de personalidade “evitativa” (AVPD) é um transtorno reconhecido que se caracteriza por hipersensibilidade à crítica, auto-aversão intensa e um forte desejo de isolamento. Quem sofre deste transtorno acredita que lhe faltam habilidades sociais e sente que não conhece ou percebe “as regras”. Assim, tende a evitar situações sociais para evitar a dor da rejeição.
Pessoas em relacionamentos íntimos sentem-se frequentemente frustradas por causa da tendência que uma pessoa com este transtorno tem para os afastar e evitar outras pessoas. Também acham difícil levar uma vida social ativa na medida em que quem sofre deste transtorno se recusa a ir a encontros, tais como reuniões familiares, festas de trabalho, etc. E podem sentir-se pressionados para se isolarem e viverem numa bolha com a pessoa com AVPD. O que pode ser uma fonte de stress para essas pessoas e para toda a família.
Apesar das pessoas com AVPD terem geralmente traços como os descritos abaixo, cada pessoa é única e diferente. (Tal como nós podemos revelar, por vezes, traços “evitativos” mas isso não significa que tenhamos AVPD).
Os sintomas e traços incluem: afirmações “nunca” e “sempre”, culpabilização, castastrofização (assumir automaticamente o “pior cenário possível”); conversas circulares (discussões intermináveis que repetem os mesmos padrões); síndrome: “controle-me” (tendência para entrar em relacionamentos com pessoas controladoras, narcisistas ou anti-sociais); dependência; depressão; chantagem emocional; acusações falsas; medo do abandono; hiper-vigilância; perturbação de identidade (visão distorcida de si mesmo); impulsividade; falta de constância em relação a um objeto (incapacidade de se lembrar que pessoas ou objetos são consistentes e confiáveis, independentemente de os conseguir ver ou não); baixa autoestima; alterações de humor; objetivação (tratar uma pessoa como um objeto); ataques de pânico; comportamento agressivo-passivo; projeção (atribuição de traços seus aos outros); ódio por si mesmo; vitimização e pensamento “polícia” (tentativa de questionar, controlar ou influenciar indevidamente o pensamento, os sentimentos e os comportamentos de outra pessoa.)
A DSM-IV-TR define especificamente o transtorno de personalidade “evitativa”, da seguinte forma:
Padrão enraizado de inibição social, sensação de inadequação e hipersensibilidade à avaliação negativa, começando na idade adulta e presente numa variedade de contextos, tal como revelados em 4 (ou mais) das seguintes situações:
1. Evita atividades ocupacionais que envolvam contacto inter-pessoal ou medo da crítica, desaprovação ou rejeição.
2. Não tem vontade de se envolver com pessoas a não ser que esteja certo de que gostam dele.
3. Revela contenção ao iniciar relacionamentos pelo medo de se ser envergonhado, ridicularizado ou rejeitado devido a uma baixa autoestima grave.
4. Preocupa-se em ser criticado ou rejeitado em situações sociais.
5. É inibido em situações interpessoais por se sentir inadequado.
6. Vê-se como socialmente inapto, com uma personalidade nada atrativa ou como inferior aos outros.
7. Relutante em assumir riscos por si mesmo ou em se comprometer em novas atividades porque podem revelar-se embaraçosas.
Um diagnóstico formal tem de ser feito por um profissional de saúde mental.

*Via (tradução minha)

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