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Traveling without moving*

08/08/2011

Ontem, depois de ter estado a comer e a beber desde as três da tarde, como parece que agora a pessoa bebe e não acontece nada e os rapazes estavam numa de ir beber mais duas ou três brejas ao Genial, lá fui eu com eles, aproveitar os últimos momentos com o núcleo pobre da novela aqui em Sampa.

Chegados ao bar, estava lá um gajo que é acordeonista e que tinha visto tocar uma vez com o Vicente. Ele tem um sorriso muito simpático e uma boa onda, mas uma boa onda a tocar como raramente vi. É boa onda mesmo, não é performance, não é profissionalismo puro e duro, é boa onda.

Ele é de Natal (Rio Grande do Norte) e mora em Santos (litoral paulista) há uma porrada de tempo. Dizia que na falta de Natal, Santos era um ótimo lugar para morar. Que gostava, adorava, São Paulo e Santos e tal mas que tinha de ir uma vez por ano a Natal recarregar baterias. Por momentos pensei que fosse um saudosismo básico, um voltar às origens, receber mimos de mãe. Até ele ter dito que ia para se centrar. Você é só isso, veio daqui, é daqui e é só isso. Não mais do que isso. Acho que é por isso que ele é tão boa onda e tão simpático, apesar de tocar com os monstros sagrados da MPB…

O meu movimento é o contrário, tenho de sair de casa para pensar: tu és só mais uma, só mais uma…

*Roubado ao JK

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