Universalidade

18/10/2016

O que mais me agradou quando comecei a estudar mitologia e descobri que os deuses gregos eram arquétipos foi o seu caráter humanitário e transfronteiriço. Universal, até. Zilhares de anos antes de haver internet, já nós éramos todos, norte e sul, leste e oeste, globais. Foi isso que Jung descobriu, que existem em todos nós padrões de comportamento comuns, a homens, mulheres, crianças, velhos, novos, ricos e pobres. Comportamentos esses que não nos foram ensinados, são-nos inatos, instintivos, bem como os temas que estão na origem desses comportamentos. Para uma individualista como eu, que acredita pia e profundamente na capacidade individual de mudar a vida e o mundo, a possibilidade de nos entendermos e de sermos todos iguais uns aos outros, independentemente da geografia e da religião, é coisa para me deixar muito feliz. A universalidade dá-nos a possibilidade de nos relacionarmos por simetria e não por hierarquia, assim se ponha fim à neurose de poder e se caminhe a passos firmes e fortes pela alteridade. Somos inteligentes, havemos de saber como viver pacificamente entre os opostos, já que eles estão em nós, somos nós, na verdade.

deusaslisboa

error: Content is protected !!