Uncategorized

Vida própria, regardless…

30/04/2008

Na Revista Happy de Maio, a única revista dita feminina que se pode ver cá por casa, vem um artigo sobre [como é bom] o divórcio. A revista é uma boa revista, as intenções de quem escreve o artigo e de quem recolheu testemunhos serão certamente as melhores. Mas há nele algo de falacioso… De todos os testemunhos não há um que não diga: agora sou mais eu, agora não sou mais secretária nem empregada de ninguém, agora posso ver o que quero na TV, agora não tenho de ir a correr pra casa por causa dele, agora não tenho de ir almoçar com a mãe dele todos os domingos…

Bom, o que me parece aqui é que se ele deixa as cuecas sujas no chão é porque sabe que alguém as apanha por ele. Se ele senta a bunda no sofá à espera que o sirvam é porque sabe que alguém o vai fazer, se ele agarra no comando e não o solta mais é porque alguém não se impõe…

Isto de estas recentes divorciadas se sentirem finalmente livres é muito bonito e ainda bem que o sentem mas se calhar deveriam saber que lhes vai acontecer exactamente o mesmo da próxima vez, com o mesmo ou com outro qualquer, igualmente distraído ou de pouco carácter. É que não é com um divórcio que resolvem a sua liberdade, é com atitude, é impondo-se à tirania do comando, da roupa suja e do jantar na mesa a horas. Quem diz isto diz à tirania dos filhos, que também os há, mais uma vez, porque alguém não se impõe…

Se me falassem de incompatibilidades incontornáveis, de deixar de gostar, de apanhar porrada de meia noite, de total falta de tudo incluindo Amor, compreendo, aceito e até bato palmas, agora a falta de Amor próprio é que não se resolve com divórcios, resolve-se de outra maneira, fazendo-se valer. Pensando que também se tem direitos e não apenas deveres. E agindo de acordo…

Vida própria e sacrifícios são para os dois lados e cada lado que faça por si. Não há é paciência para o discurso da desgraçadinha, ou do desgraçadinho…

You Might Also Like

error: Content is protected !!