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Winter Blues

11/01/2016

No sábado fui andar, com tempo nublado e tudo, já não aguentava mais, a depressão de inverno começava a carcomer-me os neurónios de uma maneira assustadora. Quando começou a chover, achei que era disso que estava a precisar, chuva na cabeça. Quando começou a chover a sério, achei que, a recuperar de uma gripe matadora, talvez não fosse boa ideia andar mais para a frente, coincidiu com o aviso do temporizador a dizer-me que era hora de voltar para trás e lá vim eu. Foi aí que parou de chover. A vida é isto, um gajo não pode concentrar-se muito nas desgraças, porque a sensação é de que não vão acabar nunca, que são para sempre, maldito Hades.

Hoje, com um dia mais jeitoso, lá fui eu outra vez, para constatar que o cenário é o mesmo dos dias de chuva: surfistas a rodos no mar. E dei por mim a pensar que precisava de uma paixão assim na vida, que me fizesse entrar dentro de água gelada, faça chuva ou faça sol, uma paixão inamovível, que não depende do tempo lá fora, que é mais forte do que eu, que não me assuste, pelo contrário, me faça correr para ela todos os dias um bocadinho. Não será o surf certamente, que não tenho nem cruzes nem idade para isso, mas bem que podia ser outra coisa qualquer…

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