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Mourning

15/01/2022

About to publish a book on mourning.

Nothing will ever be the same after Didion and Gervais, though.

Season 3 of After Life could not have been more brilliant.

Last episode moved me to tears.

After thinking, on the first episode: That’s it, he lost it.

The soundtrack of the whole season being the perfect fit.

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Joan Didion

23/12/2021

Acabo de saber que morreu a Joan Didion.

No meu altar dedicado ao Jornalismo Literário, os seus livros têm um lugar de destaque.

Foram os melhores testemunhos que li sobre o luto, ao ponto de conseguir ouvir a sua voz, como no documentário da Netflix, que já vi várias vezes. E, na sua imensa fragilidade, encontrei uma força ainda maior.

O poder da delicadeza, que a própria Joan Didion representava, na sua voz e na debilidade do seu corpo.

Por maior que seja a perda para o mundo dos vivos, o reencontro com o marido John e a filha Quintana, mesmo a tempo do Natal, reconforta-me.

Joan Didion é um dos maiores e melhores exemplos do que o jornalismo literário deve ser. O seu legado estimado por todos quantos se dedicam de alma e coração a esta nobre arte.

Um dia quero escrever assim, com elegância e verdade, coragem e vulnerabilidade. Como ela, tão, tão grande…

Que descanse em paz, o meu eterno obrigada.

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Natal

21/12/2021

Contrariamente ao que é costume, este ano apetece-me que seja Natal. Por nada de especial, mas  apetece-me.

Presentes comprados em Novembro, nunca em 50 anos de vida tal coisa aconteceu, sem pressão, sem nervos, sem obrigações. Vi, gostei, comprei. O gajo adorou, ainda por cima. Gosta sempre imenso. Diz que dou as melhores roupas. Calhou-me em sorte só ter de comprar presentes para homens, o que é sempre uma enorme dor de cabeça. Este ano, tudo aviado.

Também contrariamente ao que é costume, o Natal parece ser cinzento este ano. Para ajudar, a profusão de filmes alusivos ao Natal, por todo o lado, desde Novembro.

Daí que, não sei se é disso tudo, mas esta semana está a custar-me imenso a passar. Por mim, era já entrar no espírito. Pôr-me a fazer sobremesas, ouvir a Mariah aos gritos, ou talvez não… Uma coisinha assim mais suave, dada a minha provecta idade, e calorzinho.

Ando a aguentar desejar um Feliz Natal desde o dia 1 de Dezembro. Este fim-de-semana não me contive, acusaram-me de ser demasiado cedo.

A verdade é que no dia não quero andar a responder a mensagens. Quero deixar o telefone de lado e concentrar-me no bacalhau, na Roupa Velha, nos Ferrero Rocher, nas rabanadas e eventualmente no Hugh Grant, o único Primeiro-Ministro de quem gosto.

Um Feliz Natal, aos poucos que ainda aqui passam.

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Livros

18/12/2021

O que preciso de fazer?
Parar de comprar livros.
O que faço?
Compro mais uma estante.

Este em particular, e muito contra a corrente, abençoadinho, é ideal para combater o discurso da ofensa, da igualdade de oportunidades, do pensamento único, da vitimização.

A ditadura das minorias em geral.

Basicamente, paremos de nos queixar e ajamos. Só assim seremos mestres do que nos propusermos fazer com os desígnios da alma.

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Outlander

15/12/2021

Nono livro da saga Outlander acabadinho de chegar.

Quatro dedos maior do que os outros e ainda mais gordo.

Esta mulher é doida.

Vai acabar por fazer que nos fartemos.

Saber parar é uma virtude.

6ª temporada a estrear nos EUA a 9 de Março.

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And Just Like That

10/12/2021

Uma série como o Sexo e a Cidade, que foi o que foi precisamente porque veio romper com o mainstream e o poder instalado, volta agora como: And Just Like That, com laivos de politicamente correto…

Vai ser difícil digerir uma Miranda preocupada em agradar, completamente contra a essência do personagem. Perdeu a piada toda. 

Se há coisa que os 50 trazem é libertação.

A Miranda contradiz essa verdade.

Ainda assim, engraçada a tentativa de adaptação aos tempos modernos. Sensação de que nada se pode dizer e tudo o que se diga cai mal.

Em que a liberdade de expressão é castrada a todo o momento pelos mileniais e suas manias. Juntamente com a ideologia esquerdopata, em que tudo é permitido, desde que não os ofenda. Ofender todos os outros, tudo bem. Sendo que quem determina o que é e não é ofensivo são as ditas minorias.

Os mileniais e os esquerdopatas.

Que se revelam agora mais castradores do que os nazis. Mais paternalistas do que os fascistas. Esquecendo-se que ainda os seus ancestrais não eram nascidos e já a Revolução Francesa tinha acontecido.

Ou seja: gente que acha que descobriu agora o que é liberdade e respeito.

É preciso ser-se muito ridículo, e ter tido uma educação, no mínimo, sofrível, para se permitir que crianças de 20 anos que não sabem nada da vida venham dar lições de moral a adultos.

Não há o mínimo de paciência para isto.

Ainda assim, é ver mulheres de mais de 50 anos a vergarem-se perante pirralhos. Gerações que não respeitam a privacidade alheia, em que tudo é discutido em público, como se não mais existisse o direito à intimidade. As redes sociais, e o que as pessoas nelas expõem a troco de likes, como os grandes veículos do narcisismo, que nunca foi tão exacerbado.

Aqueles personagens do podcast, pelo amor de Deus…

Lamentável que a HBO embarque também na propaganda ideológica vigente e que parece ter tomado o mundo inteiro.

A Charlote com boca de pato ainda menos se aguenta. Essa, que era toda: têm de te aceitar como és e mais não sei quê. Disforme, irreconhecível, não se vê mais nada a não ser aquela boca completamente ridícula.

A filha dela mais nova? Já se sabe que drama moderno e fabricado vai protagonizar…

Os argumentistas são os mesmos, mas não parecem…

O Harry está com ar de doente, aquela magreza e aquela voz não auguram nada de bom. O Anthony idem…

Claro que verei até ao fim… Souberam bem como acabar o primeiro episódio…

Volta Samantha, estás perdoada.

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Lotus

22/11/2021

“Only now and again a sadness fell upon me, and I started up from my dream and fell a sweet trace of a strange fragrance in the south wind;

That vague sweetness made my heart  ache with longing and it seemed to me that it was the eager breath of the summer seeking for its completion”.

The Lotus, Rabindranath Tagore

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Robert Greene

16/11/2021

Habemus novo autor fetiche, Robert Greene de seu nome.

Já disse o quão fixe é vermo-nos validados pelos grandes mestres?

É muito fixe vermo-nos validados pelos grandes mestres…

Há muito, muito tempo que não me sentia representada de forma tão precisa.

 

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CBD

13/11/2021

Ao contrário de outras drogas legais, como o álcool, os cigarros e até mesmo os antidepressivos, o CBD combate, de facto, a ansiedade, sem contra-partidas.

Todas estas substâncias são usadas para o mesmo efeito, relaxar, combater a ansiedade, a depressão, adormecer emoções, tirar-nos do vórtice para o abismo, deixar-nos habitar o mundo sem corrermos o risco de sermos isolados ou presos.

No entanto, o CBD é um produto natural.

As explicações mais técnicas, biológicas, químicas, medicinais, deixo para os especialistas, como o Marcos e o Rafa, da Green Culture.  E o que não falta é literatura sobre a matéria, por essa internet fora.

Interessam-me mais os factos e efeitos em mim. O que acontece com o meu corpo e principalmente com a minha cabeça quando tomo CBD.

Antes de mais, convém esclarecer: CBD não é droga.

Não altera o psiquismo, não tem efeitos psicóticos, não prejudica o organismo. Para além de não ter quaisquer contra-indicações ou efeitos secundários.

A melhor analogia de que me lembro para tentar explicar como funciona é a do Glúten.

Quando deixamos, parece que nada acontece com o nosso corpo. No entanto, quando voltamos a comer, sentimos imediatamente onde a difícil digestão do glúten se manifesta: na barriga, inchaço, corpo pesado, entre outros sintomas.

O CBD funciona mais ou menos assim. Só que os efeitos são sentidos em todo o corpo, cabeça incluída. Deixa-nos bem, tranquilos, em relação a nós e ao mundo. Porque, ao contrário da nicotina, não é um veneno.

Sequer implica combustão, o que destrói os pulmões.

Pelo contrário, em pessoas com tendências para vícios, compulsões e obsessões, a enorme vantagem do CBD é a desaceleração do tempo mental. De reação a estímulos e a comportamentos automatizados, como comer ou fumar, em resposta a algo que nos incomodou e não conseguimos identificar porquê.

O CBD desacelera a ligação ao complexo que nos faz reagir.

Com cigarros, álcool, drogas, como o THC ou outras mais pesadas e sérias, comida, jogos, e outros vícios, basta porem-nos o objeto do vício à frente, para o pequeno demónio autodestrutivo que mora em nós se atirar a elas como gato a bofe.

Sem dar qualquer hipótese ao ego de resistir.  

O CBD, por sua vez, desacelera esse processo. Dá espaço a que outras vozes se ouçam, que não apenas a do pequeno demónio autodestrutivo. Combatendo assim a ansiedade.

O CBD controla a compulsão e a obsessão

O que ajuda a resistir, tomar decisões mais conscientes. E a seguir em frente, interrompendo a ligação neuronal e psíquica, responsável pela obsessão e a compulsão.

No entanto, ao contrário dos antidepressivos, ou do tabaco, o CBD não nos deixa letárgicos, apáticos, amorfos, anestesiados, sem reação, pouco funcionais. Deixa-nos, isso sim, infinitamente menos ansiosos, funcionais, concentrados no que é importante para nós e com vontade de fazer por isso.

Além disso, como não é aditivo, não dá crises de abstinência.

Ao contrário dos cigarros e do álcool, que parece que nos passou um camião por cima no dia seguinte. Ou ao que acontece, por exemplo, com os antidepressivos: tomar CBD não nos faz querer consumir mais para manter um estado normal de funcionamento no mundo. Basta conhecer a nossa dose.

Não obstante, é caríssimo.

Insustentável para a maioria das pessoas. Por não ser receitado pelos médicos, não ter comparticipação do Estado. Ao contrário dos antidepressivos, que podem custar apenas meia dúzia de euros por mês, com receita.

Se houvesse dúvidas de que o Estado está longe de ser “pessoa de bem”, estão sanadas. O sistema quer pessoas anestesiadas, controladas, que se conformem, aceitem tudo o que lhes dizem, sem questionar, reagir, responder, exigir.

Sem autonomia ou vontade própria.

De resto, uma das poucas vantagens de ficar mais velho é ter a consciência da finitude e, com isso em mente, redefinir prioridades e agir em conformidade. Eu decidi que quero escrever, dedicar o meu tempo livre ao que me interessa e me conecta com o todo.

Aproveitar as manhãs de sábado para tal.

Se fumar, seja o que for, passo o resto do dia e os fins-de-semana a vegetar em frente à TV, precisamente, apática, sem resposta, adormecida. Como não dá ressaca de espécie alguma – física, moral, ou munchies – com CBD, escrevo capítulos de livros, estudo, leio, sou produtiva, sem qualquer tipo de consequência nefasta para o meu corpo, mente e espírito.

Parece que se vende óleo de CBD nas farmácias, a 120€ o frasco…

Como não tem o patrocínio das farmacêuticas, não oferece dinheiro e outras vantagens para ser prescrito, não alimenta uma indústria que quer destruir-nos, não interessa ao sistema. Sendo o seu consumo desincentivado pelos preços que se praticam.

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Todas as personas são ridículas

09/11/2021

Todas as personas são ridículas

Não seriam personas, se não fossem ridículas.

Também uso, em meu tempo, personas, como as outras, ridículas.

As personas, se há personas, têm de ser ridículas.

Mas, afinal, são as criaturas que nunca tiveram personas é que são ridículas.

Quem me dera no tempo em que usava, sem dar por isso, personas ridículas.

A verdade é que hoje, as minhas memórias dessas personas é que são ridículas.

Todas as personas esdrúxulas, como os egos esdrúxulos, são naturalmente ridículas.

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