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Livre

O medo e a culpa

25/03/2023

A forma mais fácil de identificar um manipulador e, portanto, alguém obcecado por poder e controlo, é se o seu discurso nos fizer sentir medo ou culpa. Normalmente, um seguido do outro, quando o primeiro parecer não funcionar.

Não há nada de errado nem no medo nem no controlo.

Ambos são mecanismos de sobrevivência. O problema é quando estão polarizados. O que acontece quase sempre.

Porque o controlo é o que dá ao ego a sensação de segurança. Se estiver a funcionar como deve.

No entanto, na maioria de nós não está.

Por isso, o pior do controlo no lado negativo é a subjugação do outro. O prazer dos sádicos ou de quem não tem desafios na vida, por nada de material lhe faltar.

Por outro lado, se não funcionar nem por um nem por outro, o passo seguinte é a descredibilização. Primeiro riem, depois combatem, depois perdem.

Se não tiverem esse poder todo.

A grande questão é quem controla o dinheiro e a terra. São esses quem tem o povo na mão.

Apenas 1%. Nós somos todos os outros. E não há hipótese para esse 1%, independentemente do poder que tenha, de ganhar a 99%. É matematicamente impossível.

Depois, reinventamo-nos. Para todos os efeitos, o ouro é referência.

Se olharmos bem para a situação dos últimos dois anos, só se formos cegos não vemos os sinais.

De absoluto totalitarismo

E tudo isto acontece porque os tais 99%, naturalmente, acreditam nos outros, não concebem o diabólico, moralmente, eticamente, criminalmente, monstruosamente.

É aí que está o busílis.

Mas, no dia em que nos apercebemos da extensão da maldade humana, da psicopatia, não mais conseguiremos deixar de ver.

É o que se chama: tomar a pílula vermelha.

O Romantismo

13/02/2023

Originário na Europa, o Romantismo foi um movimento intelectual, artístico, literário e musical, que, durante os séculos 18 e 19 (1798 e 1850), veio contrapor as ideias do Iluminismo, que valorizava a razão e a lógica como única forma válida de olhar para o mundo.

Como diria Russeau: ‘O homem nasceu livre e por toda a parte vive acorrentado..’

Na esteira da Revolução Francesa, o Romantismo abraçou os ideais de liberdade, igualdade e promoção da justiça. À industrialização, o Romantismo respondia com a ligação à natureza e a idealização do passado.

Bem como com a necessidade de isolamento, para atingir crescimento emocional ou espiritual.

O Romantismo concentra-se nas emoções, sentimentos, ideais e na singularidade da experiência vivida, cuja fonte era a intensidade da emoção que a acompanha. Emoções como: trepidação, horror e espanto, aquando do confronto com o sublime: a Natureza. Posteriormente, elevou a arte, o folclore, a linguagem, os costumes e tradições locais, pois cada nação tem uma qualidade individual única, cuja expressão pode ser conduzida pelas vias acima descritas.

Os elementos do Romantismo eram o interesse pelo homem comum e pela criança. Exploravam-se as emoções e os sentimentos, sempre fortes, passionais, símbolos e mitos. O indivíduo, a sua impermanência, unicidade,  e a importância da imaginação.

O Romantismo era sobre ser verdadeiro consigo mesmo.

Tem, portanto, muito pouco que ver com chocolates, flores, corações e consumismo. Muito menos com os filmes, em particular os da Hallmark, porque vazios e superficiais. Tem, isso sim, que ver com profunda conexão com a alma, o instinto, o visceral, a intuição, o que vai além da razão puramente lógica e o conhecimento baseado apenas no que alguém disse, sabe Deus com que base. Não desvalorizando, naturalmente, o intelecto. Quem estudou e aprofundou conhecimento, além da sua agenda pessoal, crenças e outras observações enviesadas da suposta realidade.

Muito curioso ver, tanto individual como coletivamente, o movimento é sempre no sentido do equilíbrio psíquico. Hoje sabemos que o movimento seguinte não anula, ou deveria anular, o anterior, mas equilibrá-lo. O que, lamentavelmente, não acontece. Nem coletiva nem individualmente.

Séculos depois, insistimos na mesma falácia. A do ego, da polarização, do dividir para reinar.

Aos sonhadores

05/02/2021

O desafio dos sonhadores não é a falta de ideias, mas a concretização das mesmas.

Já para outro tipo de personalidades, o desafio não é a concretização de projetos, mas a ideia.

O desafio dos sonhadores é, então, transformar sonhos em projetos.

“O projeto é sempre em direção ao futuro e organiza o presente. O preenchimento dos dias é o futuro dos dias.

Quando sonhamos, apenas esperamos, ficando à mercê do destino”.

O MBTI ajuda e muito a entender por que motivo algumas pessoas têm tantas ideias e raramente as concretizam.

E porque os concretizadores têm tanta dificuldade no processo criativo.

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