A peça jornalística apresentada pela Der Spiegel na sua versão inglesa, na qual Cristiano Ronaldo é acusado de violação, é tendenciosa. O facto de apresentar alegados documentos comprobatórios não faz dela inatacável.
É tendenciosa no sentido em que descreve com demasiado detalhe a queixosa, implicando necessariamente a sua aparente vitimização e fragilidade, opondo-a ao predador Cristiano Ronaldo, que, por sua vez, ao lermos a reportagem, é imediatamente culpado. Sem direito a julgamento, a que outras partes sejam ouvidas, como a amiga da queixosa, a quem confessa: foi uma grande noite, à saída do quarto, à entrada no elevador…
Uma reportagem não é um julgamento.
O dever e a obrigação ética e moral, é aqui que a peça pode ser atacada, e muito, é o de imparcialidade. De ouvir todas as partes envolvidas, de investigação e de humanização. Numa reportagem séria, as pessoas são humanas, não deuses, semi-deuses, celebridades e desgraçadinhas. Vítimas ou agressores.
Há gente, maior, vacinada e com responsabilidades.
Mesmo que a maioria das pessoas só se baseie em achismo, ainda há quem entenda verdadeiramente do assunto e se atreva a questionar a afamada e aclamada Der Spiegel. Ainda que o Governo Sombra inteiro diga que é inatacável. Eu mantenho-me firme. E juro perante o RAP.
Como, em 9 anos de terapia, com manifestos sinais de stress pós-traumático, esta mulher não foi tratada?
Ou não há stress ou a terapeuta é uma merda. O que, convenhamos, para quem alegadamente ganhou 350 mil euros para ficar calada, com algum desse dinheiro arranjava terapeuta melhor. O Jung reencarnado, eu sugeria. Ler Mais…

