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How Power Works

30/05/2023

Don’t waste your energy. These people do not have a conscious, power driven people never do. Hence, they couldn’t care less about the people.

They only care about themselves.

What they must know is that, as soon as the whole world, or at least the West, is under a one world government, meaning: once the 1% who really owns the world is done with them, they are no longer needed, nor their jobs, the 1% will discard governments, EU, UN, WHO, puppets, on the spot, as we do with used toilet paper.

That’s how power works.

It’s never shared, nor given, only acquired. Becoming omnipotent. Like how the Rockefellers, the Rothschilds, Gates and Shwab know too well. As long as you depend on their money, they have you by the balls.

Apropos and for more on Power.

The psychos already know how to use it. This book is for the ones who don’t. Highly recommend it. So you know what you’re dealing with.

A book and this movie.

Stories rule, indeed, the sane world.

[Daqui em diante, só pagando…]

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Êxtase

27/05/2023

Andamos uma vida inteira a correr atrás do que nos traga de volta aquela sensação de paz, conexão, totalidade, êxtase. De união com o cosmos e tudo quanto nos rodeia, pois a eles pertencemos. Por estarmos em completa consonância, acolhimento e aceitação, com todas as partes de nós.

Na verdade, nem pensamos nisso, quando atingimos o que os budistas chamam: Nirvana. Somos um só.

Há várias formas de ating-lo, cada um saberá das suas.

No entanto, a maioria não passa de penso rápido*. Por isso, nos viciamos…

O vício vem de um apaziguamento do ego. A totalidade implica mais do que isso. Uma conexão com o Self, a alma, que vem de dentro.

Autogerada pelo todo de nós, integrado.

No outro dia, a propósito de Barcelona, falávamos de arte, de visionários, de génios. São assim as conversas, e a psique feminina, como as cerejas. Perguntei se tinhas ido à Fundação Miró. Recebi de volta um: não acho piada alguma ao Miró…

O que me fascina, respondi-lhe, é o que vai naquela cabeça para se expressar assim. Como o Dali…

A minha cara mudou, bem como o meu tom de voz. Conexão pura.

E saber como funciona a cabeça das pessoas, o que as faz mostrarem-se assim ou assado, quem são de verdade, o que as motiva, qual a sua história, é algo que se mantém na minha vida desde, pelo menos, a adolescência.

Isso e ler. Bem mais cedo.

Aqui há tempos, descobri uns livros meus de criança, na arrecadação da casa de família, e até me vieram as lágrimas aos olhos.

Já que, aprender com histórias é conhecer com a alma.

Para jamais esquecer. Pois não importam os detalhes, mas a ideia.

Os livros têm sido sempre uma companhia, as histórias uma forma de entender as pessoas e as suas cabeças. Mesmo considerando que são personagens, baseadas em arquétipos.

A fonte de tudo.

Consolidado na escrita. Que também me tem acompanhado desde a adolescência. Umas vezes mais outras menos. Mas é, sem dúvida, um contributo para o meu equilíbrio.

Sabemos o que nos conecta de facto – que é nosso de verdade e não uma carência do ego, que se relaciona sempre com a nossa imagem pública – quando se mantém uma constante na nossa existência.

Talvez a grande maioria não conheça as suas. A aventura de uma vida…

E, quando somos suficientemente afortunados para que aconteça – a vida é feita de momentos, de pontos de não retorno – sabemos que é para tal que vivemos, para o divino em nós, ao seu serviço. O único que aceito como Senhor e Mestre. O êxtase absoluto:

O orgasmo existencial…

Em que, finalmente, tudo faz sentido…

*Há um capítulo sobre isto no Message in a Bottle, o meu melhor livro, de longe… A 8,99€, na versão impressa. E a 4,99€, na versão digital.

Rare Objects

25/05/2023

Rare Objects, de Katie Holmes, traz-me de volta a esperança de que o cinema não seja apenas um veículo de propaganda, cada vez menos velada, pelo contrário, enfiada goela abaixo de todo o Ocidente. Agenda pushing descarada. Sendo Hollywood e as plataformas de streaming os seus principais veículos. Com reforço da mesma, pelos meios de comunicação de massas.

No fundo, que volte a ser arte, em vez de suposto entretenimento.

Conexão pura, de uma profundidade imensa. As personagens, não só as protagonistas, como também os homens, são verdadeiros, e não apenas estereótipos, frases memoráveis, direção de arte irrepreensível.

Um ritmo perfeito e uma banda-sonora à medida.

Conta a história de duas raparigas que se conhecem numa instituição psiquiátrica, no momento de saída da protagonista, e das suas vidas cá fora.

O que aguentam e não aguentam. E o que fazem para tal.

Confronta-nos com o que é, de facto, mentalmente saudável, o que é imposto como normalidade, o que é real e o que é forçado, falso, uma fuga.

E se é normal um escape, porque a realidade é demasiado dura para a vivermos sóbrios e sozinhos, fingir que não o é, fugindo da mesma, também não é solução. Pois, mais tarde ou mais cedo, atinge-nos em cheio e, se não nos cuidamos, desmoronamos.

No mesmo dia em que vi a entrevista a Johnny Depp, em Cannes, e o ouvi dizer que estará do lado oposto ao do circo, que se mantém fiel à verdade, que se distancia do mediatismo e do que os outros acham que são os seus direitos, enquanto cidadão livre, Rare Objects reforça a certeza de que só a verdade importa.

É preciso ter coragem, e humildade, para se ser verdadeiro.

E confiar que chegará o dia em que não precisaremos de ser permanentemente vigilantes, apenas soberanos.

Não é o primeiro filme de Katie Holmes, mas foi o primeiro que vi realizado por ela. De uma delicadeza ímpar, brilhante no papel de Diana, fiquei cheia de vontade de ver o que mais fez. Este é baseado num livro com o mesmo nome, que me suscitou imensa curiosidade.

It’s OK to be broken… Some people need to be seen, before they can hear.

Não há nada mais real do que isto. Tudo o resto é mera pose, sobrevivência, viver pela metade.

Hesse

14/04/2023

Siddhartha foi o primeiro livro que li de Hermann Hesse. E apaixonei-me perdidamente. O segundo, O Lobo das Estepes.

Um tratado de psicologia.

Foi nesse momento que assumi que Hermann Hesse ganhava a vida como psicólogo. Ao ponto de dizer que o meu primeiro contacto com a Psicologia veio da literatura, de Hermann Hesse, mais precisamente. Portanto, nunca me ocorreu confirmar, dada a profundidade do texto de: O Lobo das Estepes.

E da grande maioria das suas obras.

Todas têm um viés psicológico tão preciso que, quanto mais não seja por contágio, Hesse é da mesma região de Jung, a psicologia está presente na vida de Hesse desde muito cedo. Intuitivamente, pela via do existencialismo.

Como está na minha, curiosamente…

Depois, a cada vez que ia ao King, descia até à livraria e comprava os que não tivesse. Hoje em dia, cada vez se veem menos…

No entanto, só agora, ontem, mais precisamente, ao ler a sua mais recente Biografia, brilhante, por sinal, embora custe a entrar, percebi que talvez não tenha sido. Quando cheguei ao momento dos seus 30 anos, casado e pai de filhos, dei-me conta de que, se era para estudar Psicologia, já deveria ter começado e acabado…

Claro que, num rápida pesquisa na internet, descobri que andei iludida a vida inteira.

Hermann Hesse foi poeta, escritor e pintor.

Mas não psicólogo.

Apesar de ter um dream diary of psychoanalysis, da busca individual pelo autoconhecimento e a espiritualidade e fazer psicanálise. Com Josef Bernhard Lang, que frequentava o ciclo de terapeutas à volta de Jung. E era especialista em sonhos.

Contudo, Hesse superou o mestre, como todo o bom Herói.

Junguiano até ao tutano

Pode parecer estranho que, sendo o meu escritor preferido, não soubesse de toda a sua vida. Acontece que toda a sua vida não me interessava. Interessava-me, isso sim, a obra, não o homem. Já que, não raras vezes, o criador é infinitamente menor do que a criatura.

Hermann Hesse é mais um que confirma a regra. 

E talvez passasse bem sem sabê-lo. Devia ser um pesadelo viver com ele. Já a obra, não me faz mal algum, pelo contrário.

O gosto pelas biografias veio uns anos valentes mais tarde. E, nesse caso, não poderia deixar de ler a sua.

Personality 2017

13/04/2023

Tenho andado a assistir às aulas do Jordan Peterson: Personality, de 2017. Um tesouro. Para além de aprender horrores, esclareço intuições não racionalizadas.

O questionário de personalidade que ele desenvolveu, ou o Big 5, não me dizem grande coisa. O tipo de categorias não é intuitivo, como é no MBTI, e o perfil que traça (com base nas nossas respostas), não só não é tão preciso como falha, em algumas conclusões. No entanto, quando Peterson traduz o que os títulos “avaliam”, torna-se mais fácil de entender. Mas não o torna melhor, pelo contrário…

E acaba por ser o que me separa da psicologia de outros autores.

Pois, para mim, perverte o princípio básico da Psicologia: na medida do possível, contribuir para tornar pessoas independentes e autónomas, para que possam seguir as suas vidas, sem bengalas.

O sistema de castas na Psicologia foi o que sempre me afastou da mesma, até encontrar Jung. Pois é nessa linha da Psicologia que acredito, e a única que defendo. A que contribui para o crescimento psíquico e emocional.

O MBTI foi o único questionário de personalidade aprovado pelo Jung.

Acho Peterson infinitamente melhor orador do que escritor.

Esta aula é particularmente relevante no que se refere às diferenças entre homens e mulheres.

E explica muita, muita coisa nas nossas vidas. 

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