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Livre

O que as mulheres querem?

28/11/2023

O mesmo, desde sempre. Só que agora em vez de o quererem e procurarem num marido, um homem só, as mulheres procuram em vários, chefes, colegas, desconhecidos nas redes sociais, tal é o desespero.

Convenceram-nas de que o corpo natural era um mau atrativo, quando é a primeira coisa que os homens veem, sendo visuais. Ao contrário das senhoras, auditivas. O feitiço das palavras na nobre arte da sedução. Valorizando o intelecto, há lá coisa mais psiquicamente masculina?

As feministas e as suas idiossincrasias.

As mulheres, de ontem, de hoje e de amanhã, de uma forma mais ativa ou mais passiva, querem uma coisa só, atenção. Afeto, carinho, reconhecimento existencial.

Disfarcem-no com o que for.

E os homens também querem o que sempre quiseram, quem acha que mudou fomos nós. Mas culpamo-los, claro.

Convenceram-nos a ser o que os homens não querem, não procuram, nem muitas vezes nos sentimos bem no papel que escolheram por nós, ainda que achemos que foi de livre vontade.

Ninguém escapa à propaganda.

Apesar de estar na moda fazê-lo, a biologia é inegável e faz parte da nossa composição. Instinto ou não, homens e mulheres existem para propagar a espécie e tudo neles biologicamente faz sentido. A atenção que as mulheres despertam na ovulação, as mudanças para pior durante a mestruação, os lutos mensais, a idade fértil.

Para chegarem aos 50 e darem por si invisíveis, quando minutos antes achavam que tinham o mesmo poder e o mesmo corpo dos 30. Só nas suas cabeças, atulhadas de propaganda feminista, a maior ilusão do feminino, responsável pela destruição das mulheres, a agir contra si mesmas há mais de 100 anos.

O Cristianismo

01/11/2023

Cada vez mais me convenço de que o pior que aconteceu a Portugal, e a outros países da Europa, foi o afastamento do Cristianismo. Há algum tempo que queria escrever sobre isto e não há dia melhor do que o de hoje, dia de Todos os Santos, para fazê-lo.

Em Portugal, a tradição do dia 31 de outubro caracterizava-se pelo Pão por Deus. Em que miúdos de todas as aldeias do país iam de casa em casa a pedir Pão por Deus. O meu pai contava-me que Lá no “extremo norte” não existiam, que me lembre, quaisquer tradições infantis “meio folgazonas” relacionadas com o culto dos mortos. No entanto, quando cheguei a Coimbra, contactei pela 1ª vez com as tradições relativas aos “fieis defuntos” ou “santos”.  Eram ranchos de miúdos entre os 7/8 e os 13 anos  que ao cair da noite pediam à porta das casas cantando: “bolinhos bolinhós, para mim e para nós, e p’ra dar aos finados, que’stão enterrados, aos pés da bela cruz, para sempre Amén Jesus”. Depois, recebiam as dádivas habituais – frutas, às vezes doces e, mais raramente, algum tostãozinho.

Também a minha mãe me falou da tradição do Pão por Deus, a que chamavam Bolinhos. As crianças ian de casa em casa, dizendo: “Bolinhos, bolinhos, em louvor (ou à porta) dos santinhos”. E recebiam amêndoas, nozes, romãs, o que as pessoas tinham em casa.

Em Lisboa, não tive essa sorte.

No mesmo dia, atualmente, em Portugal, celebra-se o Halloween, uma festa pagã sem qualquer referência à cultura portuguesa, que importámos dos EUA. Apesar de ter começado na Irlanda, numa tradição celta, que celebrava a passagem de ano. O Samhain celebrava-se com grandes encontros e festas, por vezes fogueiras e sacrifícios humanos, pois acreditava-se que era o dia em que as portas para o outro mundo se abriam, permitindo o contacto com o mundo dos mortos.

O Cristianismo acabou com o paganismo.

O culto das trevas, o terror, o ressuscitar de demónios. Trazendo a luz da fé, consciência, propósito, sentido, união, esperança, valores.

Os pagãos celebram a morte, os cristãos celebram a vida. Os pagãos recordam as bruxas e os druidas, os cristãos celebram os Santos, os verdadeiros heróis. E quanto ao provérbio: “para baixo todos os santos ajudam”, pelo contrário, para baixo ajudam os demónios, as nossas fraquezas, os santos puxem para cima, para Deus.

Já ouvi várias vezes a pergunta: “é preciso ser cristão para ser boa pessoa”?

Não sei responder a essa pergunta. Sequer o que significa ser “boa pessoa”. Mas sei que o contacto diário com Deus contribui, como nenhum outro, para o equilíbrio psíquico. Pela via da Bíblia, das parábolas e respetivas interpretações. E os ensinamentos de Jesus Cristo.

Li há pouco tempo um livro que o demonstra com toda a clareza, humildade, vulnerabilidade e beleza.

Daqueles cujo conteúdo adoraria que permanecesse para sempre na minha memória recente. E que me apeteceu oferecer a umas quantas pessoas.

O Cristianismo tem sido alvo de uma campanha de propaganda para o denegrir. De que o Halloween é apenas um pequeno e, aparentemente, inocente exemplo. Substituindo a adoração a Deus, que faz parte da condição humana, pela adoração a outras entidades e ideologias, humanas, que estão longe de merecê-la. Esperando delas a salvação.

Não consta que tenha resultado.

Porque o que motiva os grandes propagandistas é o poder pelo poder. Donde jamais poderá vir a salvação. Deixando as pessoas à mercê de uma referência de verdade. Cada vez mais perdidas, cada vez mais narcisistas, egoístas e auto-centradas. Movidas pelo ego.

Esquecendo a alma.

Por outro lado, Cristo é amor, humildade, sacrifício. Que se opõe ao poder. Há uma coisa que os cristãos têm, que não só incompatível com o mundo em que vivemos como é causadora de uma inveja imensa e, por isso, um alvo a abater.

A fé.

Assim, o Cristianismo opõe-se ao niilismo, à ausência de sentido, de vazio, de solidão, de impotência. Os seus valores orientadores incompatíveis com o orgulho, o poder, o pedestal em que gostamos de achar que nos encontramos. A ausência de responsabilidade, de iniciativa.

“A diferença entre os deuses verdadeiros e os falsos é que os falsos se alimentam de ti, os verdadeiros alimentam-te”.

Portanto, a batalha que o Ocidente enfrenta é uma batalha espiritual e, pela parte que me toca, a fé – a luz que vence as trevas da ignorância, da superstição, da mentira e do medo, em que vivia imersa a sociedade pré-cristã – é a única resposta.

Celebrar os outros

21/10/2023

Celebrar os outros é tão ou mais gratificante do que celebrarmos apenas os nossos feitos. E não, não se trata de sinalização de virtude. Sequer de falso entusiasmo.

É mesmo genuíno.

Estava a rever o meu ano e apercebi-me de que foram muitas as celebrações dos meus.

Que tive a felicidade de testemunhar.

A exposição de fotografia da mão do meu afilhado, a bênção das fitas e o noivado dele, dois meses depois. O monólogo da filha de uns amigos, no Taborda. A exposição de pintura de uma amiga e a peça de final de curso da filha dela. O bar novo dos meus primos. Os 80 anos do meu tio e a reunião familiar memorável. O meu primeiro “neto”, o casamento do meu melhor amigo.

Entre outros reencontros.

Numa altura em que parece não haver grandes motivos para ter esperança, constato, mais uma vez, que uma coisa é o que o nosso ego acredita, para se proteger nem ele sabe de quê.

Outra é o que é…

E, muitas vezes, a solução está em ficar quieto e ver o que aflora. Normalmente, o vínculo é mais forte do que tudo o resto. É só confiar nele…

Por outro lado, às vezes não apetece celebrar, por parecer não haver razão para tal. No entanto, a maturidade também é celebrável.

Embora custe, como todos os lutos e renascimentos.

Também tenho a sensação de que os portugueses são pouco dados a grandes celebrações. Ou se calhar é uma coisa familiar.

My Best Friend’s Wedding

10/10/2023

If I had made a speech at my best friend’s wedding, it would have been something like this:

34 years, my dear friend. Many moons ago… At this point in my life, the weddings I attend are of my nephews by heart.

Have another one next year…

Between that and the last one before that, a lifetime has gone, almost as long as our story. When you reach that point, you know you’re doomed. However, like a light that never goes out, not this time though.

This time was My Best Friend’s Wedding.

And you’re right, your finger is glowing oddly for lots of us here today. And even more at home, for sure. I did not imagine you’d ever get married. And yet, here we are…

The whole of us.

At one point today, I reckoned: This wedding is full of Jorge’s presence. Met people I haven’t seen in 20 years, with whom I had a great time. And the fondest memories. That’s Jorge’s unique ability to bring people together. We have several examples of that here in this room today, Including me, several times. Some of them even ended up in marriages…

An international wedding, obviously…

You are everywhere. In every single detail. In the mass prayers and songs. The rings’ story; This room and the whole space; Food, deserts, even if… Drinks, the Gin, my God, unique.

In your speech, of course.

Even the one in Polish, despite the fact that I didn’t understand a word. Only three, actually, [new] “mum, dad, and brother”.

So, everyone, let’s raise our glasses to the groom: May it all be as you planned.

And Marta, you take good care of my dear old friend.

To the bride and groom.

Tendências

05/10/2023

A lógica das tendências das últimas décadas, com particular incidência no século XXI, em duas frases:

If you want to be a good man, act like a woman. If you want to be respected as a woman, act and behave like a man.

E esperam que funcione

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