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O Cristianismo

01/11/2023

Cada vez mais me convenço de que o pior que aconteceu a Portugal, e a outros países da Europa, foi o afastamento do Cristianismo. Há algum tempo que queria escrever sobre isto e não há dia melhor do que o de hoje, dia de Todos os Santos, para fazê-lo.

Em Portugal, a tradição do dia 31 de outubro caracterizava-se pelo Pão por Deus. Em que miúdos de todas as aldeias do país iam de casa em casa a pedir Pão por Deus. O meu pai contava-me que Lá no “extremo norte” não existiam, que me lembre, quaisquer tradições infantis “meio folgazonas” relacionadas com o culto dos mortos. No entanto, quando cheguei a Coimbra, contactei pela 1ª vez com as tradições relativas aos “fieis defuntos” ou “santos”.  Eram ranchos de miúdos entre os 7/8 e os 13 anos  que ao cair da noite pediam à porta das casas cantando: “bolinhos bolinhós, para mim e para nós, e p’ra dar aos finados, que’stão enterrados, aos pés da bela cruz, para sempre Amén Jesus”. Depois, recebiam as dádivas habituais – frutas, às vezes doces e, mais raramente, algum tostãozinho.

Também a minha mãe me falou da tradição do Pão por Deus, a que chamavam Bolinhos. As crianças ian de casa em casa, dizendo: “Bolinhos, bolinhos, em louvor (ou à porta) dos santinhos”. E recebiam amêndoas, nozes, romãs, o que as pessoas tinham em casa.

Em Lisboa, não tive essa sorte.

No mesmo dia, atualmente, em Portugal, celebra-se o Halloween, uma festa pagã sem qualquer referência à cultura portuguesa, que importámos dos EUA. Apesar de ter começado na Irlanda, numa tradição celta, que celebrava a passagem de ano. O Samhain celebrava-se com grandes encontros e festas, por vezes fogueiras e sacrifícios humanos, pois acreditava-se que era o dia em que as portas para o outro mundo se abriam, permitindo o contacto com o mundo dos mortos.

O Cristianismo acabou com o paganismo.

O culto das trevas, o terror, o ressuscitar de demónios. Trazendo a luz da fé, consciência, propósito, sentido, união, esperança, valores.

Os pagãos celebram a morte, os cristãos celebram a vida. Os pagãos recordam as bruxas e os druidas, os cristãos celebram os Santos, os verdadeiros heróis. E quanto ao provérbio: “para baixo todos os santos ajudam”, pelo contrário, para baixo ajudam os demónios, as nossas fraquezas, os santos puxem para cima, para Deus.

Já ouvi várias vezes a pergunta: “é preciso ser cristão para ser boa pessoa”?

Não sei responder a essa pergunta. Sequer o que significa ser “boa pessoa”. Mas sei que o contacto diário com Deus contribui, como nenhum outro, para o equilíbrio psíquico. Pela via da Bíblia, das parábolas e respetivas interpretações. E os ensinamentos de Jesus Cristo.

Li há pouco tempo um livro que o demonstra com toda a clareza, humildade, vulnerabilidade e beleza.

Daqueles cujo conteúdo adoraria que permanecesse para sempre na minha memória recente. E que me apeteceu oferecer a umas quantas pessoas.

O Cristianismo tem sido alvo de uma campanha de propaganda para o denegrir. De que o Halloween é apenas um pequeno e, aparentemente, inocente exemplo. Substituindo a adoração a Deus, que faz parte da condição humana, pela adoração a outras entidades e ideologias, humanas, que estão longe de merecê-la. Esperando delas a salvação.

Não consta que tenha resultado.

Porque o que motiva os grandes propagandistas é o poder pelo poder. Donde jamais poderá vir a salvação. Deixando as pessoas à mercê de uma referência de verdade. Cada vez mais perdidas, cada vez mais narcisistas, egoístas e auto-centradas. Movidas pelo ego.

Esquecendo a alma.

Por outro lado, Cristo é amor, humildade, sacrifício. Que se opõe ao poder. Há uma coisa que os cristãos têm, que não só incompatível com o mundo em que vivemos como é causadora de uma inveja imensa e, por isso, um alvo a abater.

A fé.

Assim, o Cristianismo opõe-se ao niilismo, à ausência de sentido, de vazio, de solidão, de impotência. Os seus valores orientadores incompatíveis com o orgulho, o poder, o pedestal em que gostamos de achar que nos encontramos. A ausência de responsabilidade, de iniciativa.

“A diferença entre os deuses verdadeiros e os falsos é que os falsos se alimentam de ti, os verdadeiros alimentam-te”.

Portanto, a batalha que o Ocidente enfrenta é uma batalha espiritual e, pela parte que me toca, a fé – a luz que vence as trevas da ignorância, da superstição, da mentira e do medo, em que vivia imersa a sociedade pré-cristã – é a única resposta.

Celebrar os outros

21/10/2023

Celebrar os outros é tão ou mais gratificante do que celebrarmos apenas os nossos feitos. E não, não se trata de sinalização de virtude. Sequer de falso entusiasmo.

É mesmo genuíno.

Estava a rever o meu ano e apercebi-me de que foram muitas as celebrações dos meus.

Que tive a felicidade de testemunhar.

A exposição de fotografia da mão do meu afilhado, a bênção das fitas e o noivado dele, dois meses depois. O monólogo da filha de uns amigos, no Taborda. A exposição de pintura de uma amiga e a peça de final de curso da filha dela. O bar novo dos meus primos. Os 80 anos do meu tio e a reunião familiar memorável. O meu primeiro “neto”, o casamento do meu melhor amigo.

Entre outros reencontros.

Numa altura em que parece não haver grandes motivos para ter esperança, constato, mais uma vez, que uma coisa é o que o nosso ego acredita, para se proteger nem ele sabe de quê.

Outra é o que é…

E, muitas vezes, a solução está em ficar quieto e ver o que aflora. Normalmente, o vínculo é mais forte do que tudo o resto. É só confiar nele…

Por outro lado, às vezes não apetece celebrar, por parecer não haver razão para tal. No entanto, a maturidade também é celebrável.

Embora custe, como todos os lutos e renascimentos.

Também tenho a sensação de que os portugueses são pouco dados a grandes celebrações. Ou se calhar é uma coisa familiar.

My Best Friend’s Wedding

10/10/2023

If I had made a speech at my best friend’s wedding, it would have been something like this:

34 years, my dear friend. Many moons ago… At this point in my life, the weddings I attend are of my nephews by heart.

Have another one next year…

Between that and the last one before that, a lifetime has gone, almost as long as our story. When you reach that point, you know you’re doomed. However, like a light that never goes out, not this time though.

This time was My Best Friend’s Wedding.

And you’re right, your finger is glowing oddly for lots of us here today. And even more at home, for sure. I did not imagine you’d ever get married. And yet, here we are…

The whole of us.

At one point today, I reckoned: This wedding is full of Jorge’s presence. Met people I haven’t seen in 20 years, with whom I had a great time. And the fondest memories. That’s Jorge’s unique ability to bring people together. We have several examples of that here in this room today, Including me, several times. Some of them even ended up in marriages…

An international wedding, obviously…

You are everywhere. In every single detail. In the mass prayers and songs. The rings’ story; This room and the whole space; Food, deserts, even if… Drinks, the Gin, my God, unique.

In your speech, of course.

Even the one in Polish, despite the fact that I didn’t understand a word. Only three, actually, [new] “mum, dad, and brother”.

So, everyone, let’s raise our glasses to the groom: May it all be as you planned.

And Marta, you take good care of my dear old friend.

To the bride and groom.

Tendências

05/10/2023

A lógica das tendências das últimas décadas, com particular incidência no século XXI, em duas frases:

If you want to be a good man, act like a woman. If you want to be respected as a woman, act and behave like a man.

E esperam que funcione

Laurence Fox

02/10/2023

Laurence Fox, um britânico muito lúcido que tem lutado contra a tirania que grassa o Ocidente nos últimos anos, é o último alvo de cancelamento no Reino Unido.

Laurence tem trabalhado, nos últimos anos, para a GB News, que se diz imprensa livre e cujos números ultrapassaram os dos canais de meios de comunicação de massas, como a BBC, Sky News, Channel 4 e quejandos, o que irritou o sistema.

Que só estava à espera de uma oportunidade para lhe cortar o pio e, de caminho, acabar com a GB News.

Entretanto, nos últimos tempos, os meios de comunicação de massas, como a BBC e etc, estavam sob fortes críticas pela forma como têm conduzido o caso Russell Brand. O que os fez impulsionar o casinho de Laurence até à exaustão, para desviar as atenções de si mesmos. Sabendo como as massas se comportam como idiotas descerebrados. O que, mais uma vez, se verificou.

A história foi a seguinte:

Um comediante britânico foi a um programa de TV falar sobre o facto inegável de o suicídio ser a maior causa de morte entre os homens com menos de 50 anos, no Reino Unido.

O assunto é muito sério.

Mas parece que não só não merece a empatia de Ava, que também lá estava a comentar o tema, como – com o narcisismo característico das feministas – ainda serve para a mesma projetar o ódio que sente pelos homens. Minimizando o problema, acusando-o de fazer parte das guerras culturais, vitimizando as mulheres. Com assuntos que não tinham rigorosamente nada a ver com o tema. Foi a tal ponto que levou a que, no fim do programa, as mulheres presentes pressionassem o homem, que lá foi falar de suicídio masculino, a fazer coisas para defender as mulheres…

Laurence Fox, no programa a que foi chamado para comentar o caso, avisando previamente os diretores do canal GB News sobre o que ia dizer, sem que ninguém lhe dissesse nada, comentou: “mas quem é que quereria ir para a cama com esta mulher”? Dando o exemplo de uma situação num bar em que, se à terceira frase uma mulher dissesse uma coisa destas, quem é que a escolheria.

(Who would shag that?)

Caiu o Carmo e a Trindade. Ava, coitadinha, ficou muito perturbada. O que, curiosamente, não acontece quando afirma, em canais de TV, que quer ver os homens aterrorizados.

Por outro lado, enquanto aqui há dias se criticava, em praça pública, Russell Brand por ter sido o “shagger of the year” por três anos seguidos, no minuto seguinte está a condenar-se um gajo por não querer shag uma mulher. (Fico contente que este comentário tenha feito Laurence rir).

Laurence estava a tentar fazer uma piada…

Que não lhe correu bem, aquele tipo de discurso é para um bar e não para um canal de TV. Mas que tem um motivo, ainda que não justifique.

Laurence, que é pai de dois rapazes, conhece de perto casos de suicídio masculino e o que acontece com as famílias. Está farto do ataque constante aos homens, heterossexuais e brancos. E de ver os seus filhos serem endoutrinados por um sistema absolutamente corrupto. Que governa contra os nacionais do próprio país, que, por sua vez, os sustenta. Porque sabe as consequências do que está a passar-se e onde isto nos está a levar.

Ainda assim, pediu desculpa. Mostrando que é um senhor.

Desculpas que não foram aceites por Ava, claro, porque não lhe interessa, nem a feminista alguma, igualdade.

O que esta gente quer é poder, mas não aceita as regras do jogo…

Eu ainda sou do tempo em que se dizia: “quem vai à guerra dá e leva”. Mas parece que há uma certa classe de pessoas que só quer dar, mas não levar.

Seria difícil que ficasse mais claro do que isto: trata-se de privilégio, não de direitos.

Claro que Laurence Fox foi suspenso, juntamente com uma série de outros jornalistas do canal. Fazendo do GB News um canal de oposição controlada.

Stay strong, Laurence.

De resto, é preciso um feminino muito destruído para ter perdido por completo a empatia a ponto de se mover por puro ódio. Fazendo disso vida e ainda achando que está a defender mulheres e a lutar pela causa. A ausência de consciência é apavorante.

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