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Livre

Notas

04/12/2023

Não é novidade, qualquer (pretenso) escritor que se preze tira notas. Fundamentais quando nos foge a memória.

Entre outras particularidades.

Hoje, as notas são transmitidas para um telemóvel. Faço-o a toda a hora. Mas sou old school, digito no telefone e escrevo notas à mão, em post its, quando em casa. Às vezes, como ideias para artigos e personagens. Muitas vezes, para memória futura. Esta é uma delas, mas não anotei o autor*.

Que se acuse, se de direito for.

“You can’t say anything without “empathy” or they call it abuse, this is women privilege, and it destroys men values of stoicism bravery competitiveness merit and brio, infantilizing each and every aspect of society, making women tyrant narcissistics and slaving weak men.”

*Talvez do Men Are Good, mas não tenho certeza.

Notas orais, escritas, visuais, vantagem de ter um mini-computador permanentemente atrelado a mim.

No outro dia, para grande vergonha minha, experimentei o chat vocês sabem o resto. Para traduzir um artigo de inglês para português. E vocês tinham razão. Os tradutores não serão eliminados, mas os gastos com os mesmos serão infiniitamente menores. E o tempo. Com outras profissões, acredito que seja igual ou pior.. Dado o nível de exigência da audiência, que se encontra no limiar do grau zero.

Isto dito, e embora saiba que é uma arma contra mim, a tecnologia dá muito jeito. Também vai fazer-nos deixar de pensar… De usar o cérebro. Que, como qualquer outro órgão, é preguiçoso. Acumulando energia para um momento de escassez.

Portanto, ou se treinaou atrofia.

Lamentavelmente, para notas mentais, já não é de fiar. E é para isso que serve o tal mini-computador.

Jordan Peterson em Lisboa

03/12/2023

Já foi em Outubro, Jordan Peterson em Lisboa. Pode ser oposição controlada, pode apenas ser ignorante, somos todos. Aparentemente, está a perder o controlo. Precisa de uma autoanálise para perceber o que o deixa obsessivo.

Seja como for, achei útil.

What would make your life worthwhile; what you need and want; authoring program; establish your identity in relation to other people; make sacrifices in the present for the future to work; what sacrifices aren’t worth it; offer your best for faith; resentment kills what you want to be; evaluate what you have and don’t bring to the world is a descent to hell; use judgment as much as compassion; judgment towards fostering for what’s best; redeeming; meaning of life (vision); telling the truth is the most loving act, towards the good; no virtue to play along with narcissistic demands; are you sure you want to live your life as a victim? You are holding yourself back, be better people.

Obrigada, Jordan Peterson.

E aos meus amigos que me ofereceram o bilhete.

Nível de programação

02/12/2023

O nível de programação depende do nível de consciência do indivíduo.

Todos nós repetimos informação sem verificar a sua factualidade, porque acreditamos na competência para o efeito de quem a profere. Dantes, pelo menos. A internet veio desresponsabilizar por completo quem cria e propaga mentiras, infactualidades, teorias sem evidência científica, propagandeadas como verdades absolutas. Gente ignorante que não sabe do que está a falar. Baseia-se apenas no que “sente”, sem qualquer reality check.

Falta de masculino na sociedade. Volta “patriarcado”, estás perdoado.

Também todos padecemos de viés existencial. Se a questão toca num tema existencial, a forma como olhamos para ela e a qualificamos será necessariamente parcial, pois é impossível razoabilidade, quando a decisão é emocional.

Existencial ainda vá que não vá, os piores são os viés apenas egóicos, sombrios. Decisões ou ações sob esta influência são igualmente parciais, para além de desequilibradas.

Como em tudo, o nível de programação depende do propósito existencial do indivíduo. Se é a busca pela verdade – o Processo de Individuação, a verdade última sobre nós mesmos – será menor, considerando tudo o que foi dito acima. Ou se nos movermos por algo acima de nós, “beyond my control“. No entanto, se for mulher, as suas decisões serão sempre, sempre mais emocionais. Assim é o seu cérebro e a sua psique.

Se é viver pela persona e o ego, então a programação é total.

É o que se chama facilitar a vida ao inimigo, entregar o ouro ao bandido.

Testemunhei recentemente. O lado lunar também, surpreendente.

Digitalização

01/12/2023

Com a digitalização da identidade e da moeda aprovadas pela UE (still a conspiracy theory?) seria estranho as pessoas não se perguntarem: e se me roubarem o telefone ou o relógio? Ficam-me com tudo, perigo de fraude e roubo.

Se ficarem sem bateria, já se inventaram previamente as power banks.

Criar um (falso) problema, vir com a solução.

É nesse momento que será facílimo convencer as pessoas de que um chip enfiado na pele é o melhor remédio. O que, claro, pode fazer subir o número de sequestros.

Mas isso não interessa nada.

No dia em que a digitalização acontecer, e está próximo, não teremos um segundo de privacidade. Estaremos rastreados a todo o momento, em cada movimento.

Usem dinheiro vivo, não sejam moderninhos.   

No entanto, o controlo não implica apenas saber onde estamos, em que gastamos dinhiro, que doenças temos. Serve para nos bloquear acesso a supermercados, caso tenhamos comprado carne, a guiar, caso tenhamos posto gasolina no carro… Caso não sejamos bons meninos, bem comportados, se não seguirmos as instruções do papá e da mamã, ficamos de castigo.

O que as mulheres querem?

28/11/2023

O mesmo, desde sempre. Só que agora em vez de o quererem e procurarem num marido, um homem só, as mulheres procuram em vários, chefes, colegas, desconhecidos nas redes sociais, tal é o desespero.

Convenceram-nas de que o corpo natural era um mau atrativo, quando é a primeira coisa que os homens veem, sendo visuais. Ao contrário das senhoras, auditivas. O feitiço das palavras na nobre arte da sedução. Valorizando o intelecto, há lá coisa mais psiquicamente masculina?

As feministas e as suas idiossincrasias.

As mulheres, de ontem, de hoje e de amanhã, de uma forma mais ativa ou mais passiva, querem uma coisa só, atenção. Afeto, carinho, reconhecimento existencial.

Disfarcem-no com o que for.

E os homens também querem o que sempre quiseram, quem acha que mudou fomos nós. Mas culpamo-los, claro.

Convenceram-nos a ser o que os homens não querem, não procuram, nem muitas vezes nos sentimos bem no papel que escolheram por nós, ainda que achemos que foi de livre vontade.

Ninguém escapa à propaganda.

Apesar de estar na moda fazê-lo, a biologia é inegável e faz parte da nossa composição. Instinto ou não, homens e mulheres existem para propagar a espécie e tudo neles biologicamente faz sentido. A atenção que as mulheres despertam na ovulação, as mudanças para pior durante a mestruação, os lutos mensais, a idade fértil.

Para chegarem aos 50 e darem por si invisíveis, quando minutos antes achavam que tinham o mesmo poder e o mesmo corpo dos 30. Só nas suas cabeças, atulhadas de propaganda feminista, a maior ilusão do feminino, responsável pela destruição das mulheres, a agir contra si mesmas há mais de 100 anos.

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